domingo, 28 de fevereiro de 2010

Aquarela (Estudos - 6)

O estudo abaixo, baseado em textos de literatura infantil, foi bastante especial para mim.




Aquarelas sobre papel fabriano grana fina



Primeiro, porque gosto demais de literatura infanto-juvenil e ilustrações. Depois, porque foi um estudo de ilustração no qual apliquei o que aprendi até agora para criar desenhos e composições de cores com características próprias. Ler um texto, imaginar o desenho, as cores, e passá-las para o papel é uma experiência impressionante e o que venho buscando há algum tempo.

As aulas e a ajuda do Bruno, nosso professor de ilustração lá na Quanta, foram essenciais e, por isso, fica aqui também meu agradecimento especial.


Claro que, para criar os animais das ilustrações, precisei estudar bastante e usar várias referências fotográficas. No caso do passarinho (ainda não ficou tão bom quanto eu gostaria - rs), por exemplo, além das fotos, foi muito útil o livro do Preston Blair chamado Cartoon Animation.

Bom... ainda preciso estudar muito sobre contrastes, luz e sombra, composição, etc. etc., mas já fiquei bastante feliz com esse resultado!


Estudo de pássaros - lápis



Estudos de pássaros - grafite azul e caneta nanquim
baseado no livro Cartoon Animation - Preston Blair


Aquarela (Estudos - 5)


Aquarela sobre papel fabriano grana fina


Estudo em aquarela baseado em um texto que tratava das exclusões e brincadeiras de mau gosto que uma criança pode sofrer na escola por ação de outro grupo de crianças.

Como o objetivo era desenvolver uma ilustração a partir do que estava escrito, primeiro fiz uma composição fotográfica baseada em uma ideia que tive e, depois (o mais difícil - rs), trabalhei bastante para tentar traduzir isto em um desenho e então inserir as cores usando a aquarela.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Beija-flor (Ruby-throated humming-bird - Origami )


Mais um modelo delicioso de dobrar do Michael G. Lafosse. Os diagramas estão nas páginas 68 a 72 do livro Advanced Origami, sobre o qual já comentamos aqui.

No modelo original, cuja foto consta do livro e pode ser vista no alto da capa, o autor, baseando-se nos beija-flores da região do Arizona que têm peito vermelho, usou um papel brilhante verde na parte externa e vermelho na parte interna, o que deu um efeito muito bonito.

Para os pássaros cinza e dourado que dobrei, utilizei papéis decorados de 15 X 15 cm, resultando em um modelo de aproximadamente 10 cm.


Para o vermelho, usei papel-sanduíche de 13,5 X 13,5 cm.




Ainda vou tentar encontrar um papel que tenha um azul-violáceo brilhante para dobrar um beija-flor parecido com o que mora em uma árvore aqui perto!





Para saber um pouquinho mais sobre beija-flores: em inglês, no site All about birds e, em português, no site WikiAves.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Abadia de Northanger - Jane Austen (Northanger Abbey)



Austen. Sempre fonte de prazer estético e boas descobertas.

Quando comprei a Abadia de Northanger, em inglês, não havia conseguido, na época, nenhuma edição traduzida para o português. O livrinho ficou na estante por algum tempo, mas no último dezembro, resolveu se rebelar e dar uma piscadinha marota, lá do meio dos outros.

Pensei... por que não? E, pronto, lá estava eu, avidamente engolindo suas letras. Depois tentei lembrar porque demorei tanto, porque o livro ficou esquecido entre os outros... Como este não era muito comentado, acabei privilegiando a leitura dos mais famosos, como os excelentes Orgulho e Preconceito e Mansfield Park.

Então, a surpresa e a alegria foram grandes quando cheguei ao final da leitura. Pesquisas e mais pesquisas para saber mais sobre ele: primeiro livro escrito por Austen, só foi publicado postumamente em 1818. Apesar de seu direito de publicação ter sido vendido pela autora em 1803, como não havia sido publicado até 1816, ela readquiriu seu manuscrito. Contudo, a obra acabou vindo a público apenas após seu falecimento em 1817.

Para mim esta é, levando em conta que as ironias e comentários se transformaram mais facilmente em riso, a mais bem humorada estória de todas as que li da autora até agora (Orgulho e Preconceito, Mansfield Park e Emma). Por ser o primeiro escrito por Jane, me surpreendeu muito pela visão que ela já tinha das pessoas, de suas relações, de como se movem no meio social.

Desde o começo acompanhamos com interesse Catherine Morland, denominada por Austen, várias vezes, como a heroína de sua estória. Com isso, a autora permitiu-se fazer contrapontos por vezes irônicos, por vezes bastante divertidos, com as personagens de romances góticos, como a de Os mistérios de Udolpho (The mysteries of Udolpho) de Ann Radcliffe (citado na Abadia).

Se tomarmos o início de Os mistérios de Udolpho, por exemplo (do qual li as primeiras 55 páginas), as características da personagem principal, Emily, são, mais ou menos, as seguintes: é filha única de uma família de posses, é bonita e bastante prendada: desenha, pinta, toca e canta maravilhosamente, enquanto Catherine é filha entre muitos irmãos (como a própria Jane Austen foi, inclusive), mora num local retirado, sua família tem posses modestas e foi criada como uma garota comum, sem grandes brilhantismos - características bem mais realistas e que, sem dúvida, nos cativam muito como leitores.

A "aventura" de Catherine começa quando, com 17 anos, ainda muito inexperiente, é convidada pelos Allen, amigos da família, para passar algum tempo com eles em Bath (local que a própria autora visitava em sua época). Lá se verá às voltas com bailes, locais diferentes e com pessoas dos mais diversos tipos que por ali circulam. Fiquei tão envolvida pela leitura, que torcia para que a doce e sonhadora Catherine conseguisse perceber e aprender a lidar com a malícia da realidade à sua volta.

Sorriso e riso tiveram de se manifestar, durante a leitura, em algumas dessas situações. Um exemplo? Quando Catherine, cheia de imaginações sobre a Abadia, lá chega e, em seu quarto, encontra, por ali, uma caixa grande e pesada, um tipo de baú talvez (chest em inglês), misterioso e também quando resolve reparar em uma escrivaninha colocada a um canto. O que aqueles objetos antigos poderiam estar escondendo? Pergaminhos, documentos ocultos, algum segredo, já que a Abadia era bastante antiga?

É lá, como convidada dos Tilney, que ela vai acabar percebendo o quanto imaginação e realidade são diversas. Busca encontrar fatos semelhantes aos que lia em seus romances góticos, seus romances de terror, mas que, na realidade, se apresentam bastante diferentes. Austen acaba satirizando, assim, também os leitores de romances de sua época que acabavam acreditando na ficção como se fosse realidade. Sobre isso, vale ouvir o debate registrado no site da Penguin Books na área denominada Austen-Mania, no espaço reservado para discussões sobre sua obra.

É gostoso acompanhar a mudança dos pensamentos da personagem, seu modo de ver o mundo, até o final da estória, ver como se desenrolarão as suas "aventuras".

Outra grande alegria desta leitura foi, nas pesquisas sobre a obra na web, descobrir vários blogs e sites que tratavam do assunto, mas, principalmente, acabar encontrando a Jasbra (Jane Austen Sociedade do Brasil). O grupo estava, justamente quando cheguei ao final da minha leitura, organizando e realizando discussões sobre a Abadia. Os debates por lá são ótimos e as pessoas são muito, muito especiais. Se você é fã de Jane Austen, como eu, vale conhecer.


Mais alguns dados da obra:
Autora: Jane Austen (1775-1817)
Título original: Northanger Abbey
Editora: Penguin Books - Coleção Penguin Popular Classics
Inglaterra, 1994, 236p.
Obra publicada originalmente em 1818.


Blogs e sites para consulta:
- Jane Austen Sociedade do Brasil - Jasbra
- Jane Austen Portugal
- Austen-mania (Penguin Books)
- Jane Austen (em inglês)
- The Jane Austen Centre (em inglês)
- Livros em inglês disponíveis no Girlebooks

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Aquarela (Estudos - 4)

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... parada,
tento criar ondas.
Um mar de dentro.
Aqui fora.


(Aquarela sobre papel fabriano grana grossa)

Guache (Estudos - 1)

Estudos com guache sobre papel fabriano satinado, baseado na capa do CD Animals do Pink Floyd.

A ideia do estudo era experimentar a troca de cores usando o triângulo de Goethe e foi proposta nas aulas da Quanta. A primeira tentativa está próxima das cores originais. Na segunda, foi trocada a chave de cores. É impressionante como a atmosfera da pintura fica diferente.