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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Bruno Munari: Arte, Desenho, Design - Instituto Tomie Ohtake


L'Ora X (Bruno Munari)


Está em cartaz até o dia 17/02, no Instituto Tomie Ohtake, a Exposição "Bruno Munari - Arte, Desenho, Design" e traz trabalhos interessantes deste artista que se aventurou por vários materiais e técnicas.

A exposição está bem montada e num espaço bastante bonito do Instituto, local que ainda não conhecia e para onde pretendo voltar várias vezes.

Gostei bastante de ver algumas anotações do próprio Munari sobre o seu trabalho e, principalmente, de conhecer esse seu lado multifacetado. Conhecia mais sua obra ligada ao livro, mais especificamente ao livro infantil. Nessa linha, a exposição traz alguns jogos criados por ele e também peças da série Livro Ilegível. A única pena é não poder brincar com aqueles jogos (principalmente o de transparências) e não poder folhear os livros ilegíveis :D.

Também são muito interessantes as peças apresentadas - móbiles, luminárias. Tornaram-se favoritas as peças Ora X (1963), "Macchina Inutile 'Max Bill" e "Concavo-Convexo". Quanto a esta última em particular é interessante observar também as sombras que ela cria na parede oposta.

Para quem gosta de artes e, mais especificamente da área de design, é uma exposição que vale a pena.

Mais alguns dados:
Exposição Bruno Munari: Arte, Desenho, Design
Curadoria: Luis Pérez-Oramas
Local: Instituto Tomie Ohtake
até 17/02/2013, de terça a domingo das 11h às 20h, entrada gratuita
(fechado no feriado do Carnaval)
Mais informações no site do Instituto



domingo, 2 de dezembro de 2012

Gepetos de Praga - Caixa Cultural SP


Marionete da peça "O rei está morto, viva o rei"
da coleção particular de Antonín Müller


No imponente prédio preto da Caixa Econômica Federal, no coração da cidade de São Paulo - Praça da Sé, está em cartaz até hoje - 02/12/2012, uma exposição encantadora.

São aproximadamente 100 marionetes da República Tcheca, de diversos estilos e tamanhos. Não há como ficar indiferente às figuras, ao design dos bonecos. Há bonecos esculpidos em madeira e outros materiais, alguns com roupas com detalhes em tecido.

Impressionantes as marionetes de "Don Juan e os Anjos" de Michal Hejmovsky. O Don Juan é imenso, quase do tamanho de uma criança de 8 ou 9 anos!


Peça "Don Juan e os Anjos" de Michal Hejmovsky

Era permitido fotografar a exposição e, por isso, aqui vai uma pequena amostra das coisas lindas que há por lá:


Marionete da peça "O rei está morto, viva o rei"
da coleção particular de Antonín Müller



Peça "Magic Glasses" - Coleção de Pavel Truhlár
Autor: Mikulás Havlik



Teatro Bajaja - Autor: Jan Ruzicka



Uma marionete com sua marionete
Da Série Bobos da Corte - autores: Daniel Truhlár, Rosta Marek, Martin Ruzicka, Martn Kadlec



Também muito interessantes os personagens da peça "A ilha do tesouro" - o veio cômico fica nítido no desenho dos personagens. Pena que só faltaram os titereiros para apresentar a peça - bem que eu queria sentar no chão e assistir um espetáculo com essas marionetes!

"A ilha do tesouro" de Jan Susa


Lindas também as peças do Pavel Truhlár. Gostei muito do design dos personagens e do cenário. Além de muitas outras marionetes que estão lá na exposição.

"Gulliver em Lilliput" - Autor: Pavel Truhlár


Se puder ir, não perca! 

Exposição Gepetos de Praga
Caixa Cultural SP - 29/09 a 02/12/2012
Praça da Sé, 111 - Centro
Entrada Gratuita
Mais informações: Caixa Cultural São Paulo



domingo, 30 de outubro de 2011

Jardim Botânico de São Paulo


O Jardim Botânico de São Paulo é um lugar simplesmente encantador!

Vou deixar algumas imagens falarem por mim:








Há plantas, estufas, flores, quietude e pássaros muito generosos que posam para as fotos, além de continuar cantando (as corruíras aqui de perto de casa são bem mais tímidas e não haviam se deixado fotografar ainda!).

É um passeio para repetir sempre. Ah, mais informações sobre o Jardim Botânico, é só clicar aqui.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Mundo Mágico de Escher - CCBB SP




Gravuras de M. C. Escher (1898 -1972), originais, estudos, instalações, documentário.

Ocupando o térreo, os três andares e mais o subsolo do belíssimo espaço do Centro Cultural Banco do Brasil no coração da capital paulista, tudo isso está disponível nessa exposição muito bem feita e bem organizada.


Logo na entrada, nos deparamos com uma instalação interativa que brinca com nossos sentidos. Duas pessoas, quase do mesmo tamanho, ficam parecendo gigantes ou anões dependendo do lado que escolhem para ficar dentro do espaço. Ao observarmos a instalação de cima, talvez consigamos entender um pouco como a mágica funciona.


Jogos com perspectiva e espelhos estão espalhados em todos os andares, tudo muito interessante e lúdico, como "O poço infinito" e "Periscópio" que estão no 3o. andar. Foi gostoso ver as crianças se divertindo com as surpresas dispostas ali.

No segundo andar, podem ser vistas obras mais antigas de Escher, xilo e litogravuras, inspiradas em cenas italianas, e também o que mais gostei - alguns estudos do artista para compor as suas obras (pena que, nesse caso, são poucos exemplos).

Observando essas obras e assistindo ao vídeo-documentário, que conta com depoimentos do próprio Escher, passamos a entender um pouco melhor a evolução das ideias do artista até chegar a suas obras mais conhecidas.

Várias das mais famosas estão disponíveis no subsolo. Sempre me impressiona ver as obras originais. Nos livros, nas reproduções, temos uma ideia de como são. Mas não com a força dos originais: estes têm as texturas, as cores e tamanhos criados pelo artista e que, certamente, ficam escondidos nas reproduções. Um exemplo? As formigas vermelhas da "Fita de Moebius II" e as cores e tamanho de "Outro Mundo".

Nos espaços externos - corredores e saguões - é permitido fotografar; exceto nas salas onde estão as obras originais. Também não tive problemas para fazer anotações, outro ponto positivo da organização.

Para conferir esta excelente exposição, é bom ir com bastante tempo disponível, para apreciar e brincar em tudo que está por ali. Passei três horas e meia imperdíveis. E ainda acho que vou repetir a visita um dia desses...!

A exposição fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil,
na Rua Álvares Penteado, 112 - Centro de São Paulo,
até o dia 17 de julho de 2011, de terça a domingo, das 9h às 20h,
com entrada franca e classificação livre

Mais informações sobre a exposição estão disponíveis em:


terça-feira, 28 de abril de 2009

Vidas Secas - mostra de originais no Instituto de Estudos Brasileiros


O IEB - Instituto de Estudos Brasileiros fica numa ruazinha meio escondida, toda arborizada, no campus da Universidade de São Paulo (Cidade Universitária) e, no momento, está com uma exposição bastante interessante intitulada O círculo e as linhas tortas: Vidas Secas de Graciliano Ramos.

A mostra está bem organizada em uma sala bastante agradável, mas não se trata daquelas exposições que, às vezes, pecam pela quantidade de coisas a ver e para as quais mal temos tempo de dar a devida atenção. Esta exposição prima pela qualidade, não pela quantidade: conta com uma breve biografia em uma das paredes, com fotos do autor em outras, algumas ilustrações de Aldemir Martins para a obra, e com o que mais chama a atenção - originais de Vidas Secas.

Os manuscritos de 1937 encontram-se em caixas de vidro que permitem a aproximação e a observação demorada de cada página. Diferente de outros autores, a escrita de Graciliano é bastante legível e, observando os originais, podemos acompanhar algumas das escolhas feitas pelo autor, verificar palavras que foram substituídas, notar que trechos inteiros foram excluídos.

Vidas Secas possui a qualidade de conjugar forma e conteúdo de maneira primorosa - tão árida quanto a sua temática, é enxuto o seu texto. Verificando os originais, podemos vislumbrar um pouco do processo de escrita desse autor que, como ele mesmo aponta em Auto-retrato: "[...] Refaz seus romances várias vezes. [...]"

Para quem, como eu, é apaixonada(o) por literatura, vale uma visita à exposição!

A mostra fica no IEB até o dia 30 de junho de 2009.
Para mais informações sobre localização e horários, o site do Instituto é http://www.ieb.usp.br/
E mais sobre Graciliano Ramos em seu site oficial: http://www.graciliano.com.br/

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Exposição Machado de Assis - Museu da Língua Portuguesa




Para os admiradores da nossa língua e do Bruxo do Cosme Velho, vale muito o passeio ao excelente Museu da Língua Portuguesa.

A exposição “Machado de Assis, mas este capítulo não é sério” está organizada como os capítulos de um livro. Cada bloco da exposição tem um título específico e, logo no início da visita, ganhamos uma brochura bem interessante, com um jeitão de folhetim (nela, além da orientação sobre a exposição, há também escritos de Machado que não estão nas salas).

Passamos então a nos aprofundar pelo mundo machadiano, passeando entre trechos de textos de suas obras - passamos pelo Folhetinista, pelos Olhos de Ressaca, pelo Vergalho, pelo Irreal Gabinete de Leitura, entre outros, até cairmos em Delírio.



Capítulo MCMVIII - O Delyrio
Museu da Língua Portuguesa
No corredor do Delírio, podemos observar folhas de rosto das primeiras edições dos livros machadianos, folhas de jornais da época, com trechos de seus folhetins publicados, fotografias, charges...

Foi muito bom poder ver de pertinho alguns originais manuscritos do autor - conhecer-lhe a letra e observar as emendas, as palavras riscadas, substituídas, em algumas páginas. Também interessante é o capítulo Irreal Gabinete de Leitura - nele, podemos nos sentar entre telões que projetam vários tipos de leitores declamando os textos machadianos. Vale parar e ouvir. É como consta na página 38 da brochura:
Machado, voraz leitor, freqüentou por muitos anos o Real Gabinete Português de Leitura. Com centenas de milhares de volumes, foi possível a Machado ler e ter contato com obras e autores que de outra forma ele não teria conseguido, homem de posses modestas. Mas nesta sala, ao contrário do silêncio de uma biblioteca, você ouvirá vozes; De leitores de Machado: porteiros, professores, artistas, escritores, etc.
Um policial lê texto de Machado de Assis
no Irreal Gabinete de Leitura
Museu da Língua Portuguesa

A exposição homenageando o centenário do falecimento de Machado de Assis aberta, a princípio, até o dia 26 de outubro, foi prorrogada e permanecerá até o dia 01/03/2009, de terça a domingo das 10h às 17h (para mais informações sobre a exposição e o funcionamento do museu, é só clicar aqui.).

domingo, 20 de abril de 2008

Estação Anhumas


Estas fotos foram tiradas no passeio com o Sampa Foto Clube em setembro de 2007.
O dia estava ensolarado, tranquilo... O passeio de Maria Fumaça na estrada de ferro Campinas - Jaguariúna nos faz voltar no tempo.