sábado, 30 de abril de 2011

Aquarela (Estudos - 11)


Aquarela sobre papel fabriano grana fina


Os estudos 9, 10 e 11 foram feitos em tons de sépia, como parte dos exercícios do curso de aquarela permanente com o Cárcamo, que estou fazendo e gostando demais.

Acima, estudo baseado em um dos barquinhos que estava isolado, lá no trapiche de Antonina, Paraná.

A ideia agora é estudar muito, pintar muito, aprender mais ainda!


Aquarela (Estudos - 10)


Aquarela sobre papel fabriano grana grossa


Aquarela (Estudos - 9) - As amizades



Aquarela sobre papel fabriano grana fina


quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Mundo Mágico de Escher - CCBB SP




Gravuras de M. C. Escher (1898 -1972), originais, estudos, instalações, documentário.

Ocupando o térreo, os três andares e mais o subsolo do belíssimo espaço do Centro Cultural Banco do Brasil no coração da capital paulista, tudo isso está disponível nessa exposição muito bem feita e bem organizada.


Logo na entrada, nos deparamos com uma instalação interativa que brinca com nossos sentidos. Duas pessoas, quase do mesmo tamanho, ficam parecendo gigantes ou anões dependendo do lado que escolhem para ficar dentro do espaço. Ao observarmos a instalação de cima, talvez consigamos entender um pouco como a mágica funciona.


Jogos com perspectiva e espelhos estão espalhados em todos os andares, tudo muito interessante e lúdico, como "O poço infinito" e "Periscópio" que estão no 3o. andar. Foi gostoso ver as crianças se divertindo com as surpresas dispostas ali.

No segundo andar, podem ser vistas obras mais antigas de Escher, xilo e litogravuras, inspiradas em cenas italianas, e também o que mais gostei - alguns estudos do artista para compor as suas obras (pena que, nesse caso, são poucos exemplos).

Observando essas obras e assistindo ao vídeo-documentário, que conta com depoimentos do próprio Escher, passamos a entender um pouco melhor a evolução das ideias do artista até chegar a suas obras mais conhecidas.

Várias das mais famosas estão disponíveis no subsolo. Sempre me impressiona ver as obras originais. Nos livros, nas reproduções, temos uma ideia de como são. Mas não com a força dos originais: estes têm as texturas, as cores e tamanhos criados pelo artista e que, certamente, ficam escondidos nas reproduções. Um exemplo? As formigas vermelhas da "Fita de Moebius II" e as cores e tamanho de "Outro Mundo".

Nos espaços externos - corredores e saguões - é permitido fotografar; exceto nas salas onde estão as obras originais. Também não tive problemas para fazer anotações, outro ponto positivo da organização.

Para conferir esta excelente exposição, é bom ir com bastante tempo disponível, para apreciar e brincar em tudo que está por ali. Passei três horas e meia imperdíveis. E ainda acho que vou repetir a visita um dia desses...!

A exposição fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil,
na Rua Álvares Penteado, 112 - Centro de São Paulo,
até o dia 17 de julho de 2011, de terça a domingo, das 9h às 20h,
com entrada franca e classificação livre

Mais informações sobre a exposição estão disponíveis em:


sábado, 9 de abril de 2011

Das preciosidades da grande rede (7) - Revista 4 Esquinas (Origami)


Fonte: Revista 4 Esquinas
http://revista4esquinas.blogspot.com/


Mais uma excelente iniciativa que permite a todas as pessoas interessadas em Origami adquirir ótimos conhecimentos, apenas usando a grande rede.

Todos nós que gostamos dessa arte sempre ficamos ansiosos para conseguir o diagrama de algum modelo que julgamos bonito, elegante, desafiador. E também ficamos muito contentes quando encontramos materiais de boa qualidade que nos permitem exercitar nossos conhecimentos.

A Revista Cuatro Esquinas é uma dessas fontes valiosas. Trata-se de uma iniciativa Latinoamericana de divulgação da arte de dobrar papéis, com um grupo editorial de peso, composto pelo Roman Díaz, Eric Madrigal, Nicolás G. Henríquez e Mateo Díaz Díaz.

Nela, além de encontrarmos modelos e diagramas bem elaborados e de fácil entendimento, contamos com comentários dos autores do modelo sobre o seu processo de criação. Na edição n. 5, por exemplo, há uma matéria com dicas importantes sobre como fotografar os modelos dobrados.

No momento, estou curtindo o volume 1, dobrando a ovelha do Roman Díaz (tema de uma próxima postagem).
Ao acessar o site da revista hoje para conferir as novidades, fiquei muito contente em saber que já estão na 5a. edição. Ou seja, muitas dobras boas pela frente!

Mais um excelente trabalho que vale divulgar!

Eles também tem um link no Flickr bastante interessante:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aquarela - Brincares (II)


Aquarela sobre papel fabriano grana fina


Esta aquarelinha nasceu para ser um presente para o meu amigo secreto lá do curso de ilustração - uma pessoa muito bacana que tem um trabalho bastante interessante e bonito - o Whip.

Fiquei pensando por várias semanas no que poderia desenhar e pintar. De repente, a ideia surgiu, assistindo a um documentário delicado e bem feito sobre o artista russo e mestre da iconografia Vladislav Andrejev. Ali, podemos ver o seu trabalho de pintura no domo da Igreja St. Michael nos EUA, enquanto acompanhamos alguns flashes do seu dia a dia. Gostei muito dos momentos em que os artistas interrompem um pouco o seu trabalho e vão curtir a vida, brincar um pouco com ela.

Para quem não conhece o vídeo, intitulado Master, estou vinculando abaixo (legendas em inglês):

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Marcelino Pedregulho - Sempé




Quando peguei o livro do Marcelino pela primeira vez, esperava encontrar os admiráveis desenhos do Sempé, que já conhecia de O Pequeno Nicolau e Monsieur Lambert. Acabei encontrando muito mais: uma estória delicada que fala de sensibilidade e amizades verdadeiras.

Marcelino Pedregulho é um menininho que fica vermelho, ruboriza sim, mas sem saber o porquê. Quando teria de ficar vermelho, não fica. Quando não precisaria ficar assim, aí fica. Pois bem, aos poucos o pequeno Marcelino vai ficando cansado de tanta gente perguntando - por que você está tão vermelho? aconteceu alguma coisa? e vai se afastando de todo mundo. Prefere brincar sozinho. Quem não preferiria?

Mas um dia, quando Marcelino está voltando para casa, escuta alguém espirrando - não um, não dois, nem três - mas muitos, muitos espirros. E é assim que ele conhece um menino que também é diferente - o Renê Rocha. Começam a conversar e daí surge a estória desta grande amizade que vai ter suas complicações, mas também vai conseguir vencer o tempo.

É livro de ler e não esquecer de ver, observar, olhar bem as imagens. Geralmente quem está mais acostumado apenas com os livros de textos acaba passando por cima dos desenhos, dando pouca importância a eles. Neste caso, atenção: as ilustrações, às vezes muito mais que o texto, despertam nossa sensibilidade para as delicadas situações que Marcelino e Renê vivem (observe, por exemplo, as das páginas 13, 20 e 21. Note como as ilustrações das páginas 14 e 15 conversam com as das páginas 40 e 41).

A Cia. Trucks de Teatro de Bonecos fez uma adaptação desta estória que ficou muito especial e pode ser conferida neste link da Revista Crescer. Nesse vídeo, para quem ainda não pegou o livro nas mãos, além de conhecer um pouco mais a estória, vai poder admirar os desenhos do Sempé e a simpatia da Cia. Trucks.

Espero que vocês possam apreciar a leitura deste livro tão especial e aproveito para desejar a todos um Feliz 2011!


Mais alguns dados da obra:

Autor e ilustrador: Jean-Jacques Sempé (1932- )
Título original francês: Marcelin Caillou
Tradução: Mário Sérgio Conti
Edição: Cosac Naify, São Paulo, 2009, 128p., 65 ils.
Publicado originalmente em 1969.