quarta-feira, 27 de maio de 2009

Aquarela (Estudos - 2)



Aquarela sobre papel Fabriano grana grossa

Este retrato fiz hoje - primeira tentativa solo. Ainda há vários defeitos, mas estou gostando muito de fazer essas pinturas. Cada tentativa, muitos aprenderes, muitas sensações novas nascendo...


Retratos em aquarela - como é intrigante e instigante tentar dar volume às figuras, encontrar os contrastes, escolher as cores... A aquarela abaixo, feita antes da pintada hoje, levou algumas horinbas para ficar pronta e contou com a inestimável ajuda e as dicas sempre bem-vindas do K.Lil, nosso professor de pintura e ilustração lá na Quanta.


Aquarela sobre papel Fabriano grana grossa

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cravo (Carnation - Origami Flower)


Há muito tempo, um colega de trabalho me ensinou a fazer cravos utilizando guardanapos de papel de lanchonete (daqueles que ficam em um porta-papel e a gente vai puxando). Não consegui descobrir quem é o criador deste modelo.

Fiquei pensando se não é um daqueles modelos que vão passando de pessoa para pessoa e cujo criador já não pode ser mais identificado, como os barquinhos de papel, os balõezinhos, os chapéus de marcha-soldado... Contudo, se alguém souber o nome do criador, me avise, ok?
O intuito deste blog é sempre dar os devidos créditos a esses origamistas geniais que criam modelos.

De qualquer forma, o resultado final fica tão interessante que resolvi montar um passo a passo para quem quiser se aventurar na brincadeira. Segue abaixo (qualquer dúvida, é só deixar a pergunta nos comentários):

Primeira parte: base da flor e suas pétalas

Obs.: o papel utilizado se chama "guardanapo tipo TV" que, em um dos lados, tem a textura do papel de seda.

Segunda parte: o cabo

Terceira parte: a montagem

Quarta parte: detalhes finais


O modelo também pode ser feito com papel de seda, cortado nas dimensões indicadas no passo 2 (veja foto abaixo). Com isso, podemos variar as cores da flor.

Espero que vocês se divirtam bastante com essa dobra!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Era uma vez... arte conta histórias do mundo (Exposição)



Uma exposição que está em cartaz em São Paulo e vale a pena visitar é "Era uma vez... arte conta histórias do mundo" com curadoria de Katia Canton e que relaciona a literatura de contos de fadas de várias partes do mundo com a arte.

É uma mostra de muito bom gosto em um espaço muito agradável - o Centro Cultural Banco do Brasil, um belo prédio antigo no coração da cidade.

Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo
uma vista do saguão

Como a mostra está distribuída nos vários andares do prédio, resolvi começar a visita pelo subsolo e foi uma das partes de que mais gostei. Lá as obras de arte foram organizadas de acordo com os países a que se referem as histórias de fadas ou contos populares. O gostoso foi poder ouvir narrações nos fones de ouvido, escutar as estórias, e então olhar, observar de pertinho as imagens (em várias técnicas - aquarelas, colagens, esculturas etc.), buscar a relação da história ouvida com a imagem...

Foi fascinante também descobrir como os contos de fadas têm ligação entre si e, dependendo do país, da época, são contados com variações, como acontece com a Cinderela (como geralmente conhecemos), que tem, entre outras, uma versão russa chamada O sapato de ouro.

No segundo e terceiro andares, a mostra destaca os contos do francês Perrault, dos irmãos Grimm (alemães) e do dinamarquês Andersen. As salas onde estão as obras têm decoração ligada a algum fato ligado à época/país de cada autor e nelas também ouvimos um pouco sobre os contos em som ambiente. Interessante perceber como a época, o local, as condições socioculturais influenciam na forma como as histórias são contadas. Gostoso também observar como os artistas elaboram suas obras tendo os contos como inspiração.

Uma mostra para curtir, ver com calma, ouvir sem pressa, apreciar cada sensação, cada lembrança dos contos de fadas, além de aprender, ficar sabendo de outros contos e pronto! ter a curiosidade aguçada para conhecer mais (foi o que aconteceu comigo com o conto Pele de Asno, do Andersen). Ir com crianças deve ser uma delícia também - em alguns dias há atividade de contação de histórias (ver programação no site do Centro Cultural Banco do Brasil).

Para saber um pouco mais sobre a mostra, há um vídeo no site da Folha, e mais informações no site do Centro Cultural.

A exposição fica em cartaz até o dia 21 de junho de 2009.

Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo
um olhar para cima

sábado, 2 de maio de 2009

Aquarela (Estudos - 1)

Aquarela sobre papel Fabriano grana grossa

Esta pintura foi feita com base no exercício proposto no livro The art of perspective - the ultimate guide for artists in every medium do Phil Metzger (p. 18-19). O objetivo era entender a perspectiva atmosférica, aquela cujo efeito obtemos atentando para o uso das cores - é impressionante como tons escuros trazem mesmo os elementos para a frente.

Como a foto acima ficou um pouco desfocada, abaixo é possível ver o trabalho escaneado (mostra a rugosidade do papel). No entanto, nesta mexi um pouco no brilho e no contraste usando programas de computador (as cores da foto acima estão mais próximas da pintura original).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mais estrelas (Stars - Origami - 2)


As estrelinhas de origami são mesmo uma febre - é só aprender, começar a dobrar e pronto! Depois de dobrar muitas de tamanho pequeno, resolvi experimentar fazê-las com papel maior, agora com tiras de 1,8cm X 49cm.

Utilizei papéis Jong-ie-nara com brilho adquiridos na Gana Presentes (o vidro da foto acima também é de lá). Nesse vidro da foto, intercalei algumas estrelas menores para preencher os vazios.



Os procedimentos para dobrar são os mesmos descritos antes no post Estrelinhas. E, para vocês verem como já se tornou viciante, dêem uma olhada na foto dos vidrinhos que ainda estão comigo (alguns outros já foram presenteados - o pessoal parece ter gostado bastante!):


terça-feira, 28 de abril de 2009

Vidas Secas - mostra de originais no Instituto de Estudos Brasileiros


O IEB - Instituto de Estudos Brasileiros fica numa ruazinha meio escondida, toda arborizada, no campus da Universidade de São Paulo (Cidade Universitária) e, no momento, está com uma exposição bastante interessante intitulada O círculo e as linhas tortas: Vidas Secas de Graciliano Ramos.

A mostra está bem organizada em uma sala bastante agradável, mas não se trata daquelas exposições que, às vezes, pecam pela quantidade de coisas a ver e para as quais mal temos tempo de dar a devida atenção. Esta exposição prima pela qualidade, não pela quantidade: conta com uma breve biografia em uma das paredes, com fotos do autor em outras, algumas ilustrações de Aldemir Martins para a obra, e com o que mais chama a atenção - originais de Vidas Secas.

Os manuscritos de 1937 encontram-se em caixas de vidro que permitem a aproximação e a observação demorada de cada página. Diferente de outros autores, a escrita de Graciliano é bastante legível e, observando os originais, podemos acompanhar algumas das escolhas feitas pelo autor, verificar palavras que foram substituídas, notar que trechos inteiros foram excluídos.

Vidas Secas possui a qualidade de conjugar forma e conteúdo de maneira primorosa - tão árida quanto a sua temática, é enxuto o seu texto. Verificando os originais, podemos vislumbrar um pouco do processo de escrita desse autor que, como ele mesmo aponta em Auto-retrato: "[...] Refaz seus romances várias vezes. [...]"

Para quem, como eu, é apaixonada(o) por literatura, vale uma visita à exposição!

A mostra fica no IEB até o dia 30 de junho de 2009.
Para mais informações sobre localização e horários, o site do Instituto é http://www.ieb.usp.br/
E mais sobre Graciliano Ramos em seu site oficial: http://www.graciliano.com.br/

domingo, 19 de abril de 2009

Galinha que bota ovo (Super Hen - Origami)



Origami também é para brincar, certo? Fiquei bastante contente quando o pessoal do grupo Origami Kawakami comentou sobre essa simpática galinha que bota ovos. Lembrei da época dos barquinhos de papel que colocávamos numa bacia de água (aquelas antigas de alumínio) e ficávamos brincando durante horas. E os aviões e os balõezinhos - como era gostoso dobrá-los também!

Essa galinha poedeira, cujo diagrama de autoria da Susana Kricskovics (Hungria) pode ser acessado pelo blog La Trenza, é de fácil execução e pode ser ensinada tranquilamente para as crianças. O texto que acompanha a galinha dobrada pela Leyla Torres é também bastante interessante, vale uma leitura.

Depois de feita a dobra principal da galinha, cortamos a parte de baixo que já fica com o tamanho certo para o ovinho. Aí é só encaixá-lo na bolsa lateral que se forma, e puxar um pouquinho as laterais da galinha para vê-la botar o ovinho:


Engenhosamente idealizado, esse origami permite que a mesma parte cortada, que serve para fazer o ovinho e tem o formato inicial da dobra da galinha, seja utilizada para dobrar uma galinha menor. E então um fenômeno curioso pode acontecer - ao invés de a galinha botar um ovo, ela pode estar escondendo um filhotinho embaixo dela!